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HISTÓRICO
Eugene Freyssinet é considerado o criador do concretoprotendido, pois utilizou a protensão de forma magnífica. Logo após o final da Segunda Guerra Mundial, Freissinet construiu seis pontes de concreto protendido sobre o Rio Marne (França), entre as quais destaca-se a Pont de Luzancy, com vão de 55 metros. No Brasil o concreto protendido foi introduzido pelo Engenheiro Civil Roberto Rossi Zuccolo em 1958, quando fundou a empresa Serviços de Engenharia de Protensão, representando a patente de Freyssinet.
PROTENSÃO NÃO ADERENTE COM
CORDOALHAS ENGRAXADAS
A protensão não aderente, como esta tecnologia é conhecida, vem sendo amplamente utilizada nos Estados Unidos desde a década de 60, em edificações residenciais, comerciais e em placas para fundações (Radiers). A utilização de cordoalhas engraxadas e plastificadas para protensão de estruturas de concreto apresenta muitas vantagens, e a sua aplicação está cada vez mais ganhando espaço na construção civil. Conceitualmente, têm-se as mesmas vantagens dos outros sistemas de protensão: estruturas com deformação e fissuração controladas com emprego mais eficiente do concreto e do aço, permitindo seções de dimensões mais reduzidas, tudo isso, entretanto, com menores custos. O concreto é testado durante a execução da estrutura através das tensões transferidas pelas ancoragens, assim evita-se que as possíveis falhas de concretagem na estrutura venham a causar problemas posteriores. A vantagem da protensão não aderente em comparação à protensão aderente é que a primeira dispensa o uso de bainha metálica e a posterior injeção de nata de cimento. Além de tudo, as cordoalhas são de fácil manuseio, pois sua colocação e fixação ocorrem sem maiores dificuldades, podendo ser facilmente desviadas dos obstáculos. A operação fica ainda mais simplificada, tendo em vista que os macacos (de pequena dimensão e peso) e o sistema de ancoragem foram especialmente projetados para níveis leves de protensão. O resultado é a possibilidade que se abre aos arquitetos e engenheiros de lançar mão de estruturas com número reduzido de pilares, em lajes planas, com maior liberdade de utilização de seu espaço interno, de fachadas mais abertas para iluminação e ventilação, redução dos índices de fôrma e escoramento, com custos muito competitivos, mesmo se comparados ao custo das estruturas de concreto convencionais. Esta tecnologia vem sendo empregada no Brasil desde 1997, com a fabricação das cordoalhas no país pela antiga Companhia Siderúrgica Belgo Mineira, hoje denominada ArcelorMittal Brasil S.A.



